o negócio é deitar e rolar.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
chá de vento sul
...na verdade esse texto não tem nada a ver com chá, esse texto tem a ver com café no bule, fogo, amizade, (r)evolução espiritual, maresia, céu de blues, música, sereno, sorriso fácil e mais uma infinidade de coisas que fazem as pessoas tirarem o coração da geladeira. Coisas que fazem a gente jorrar, espalhar, compartilhar, transbordar, vomitar amor.
Na verdade eu ainda não fiz esse texto, mas daqui uns dias eu encontro em alguma gaveta as palavras certas para descrever tudo isso, e esse "tudo isso", eu gosto de chamar de mistério do planeta.
Na verdade eu ainda não fiz esse texto, mas daqui uns dias eu encontro em alguma gaveta as palavras certas para descrever tudo isso, e esse "tudo isso", eu gosto de chamar de mistério do planeta.
domingo, 3 de junho de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Dirigir
Sempre me perguntam se eu já sei dirigir.
Mas eu
não sei frear nem a mim.
que dirá um carro.
não entendo dessa coisa de direção, de volante
não tem disso aqui no meu país.
só entendo de passageiro
de carona na beira da estrada
de bagagem.
não entendo de
câmbio automático
direção hidráulica
travas elétricas
rebimboca da parafuseta
assento revestido em bla bla bla
o único acento que eu conheço
se escreve com C
e vem em cima na palavra CÉU
não entendo de regra de trânsito
mas eu entendo de carnaval
se eu sei dirigir?
ora amigo, eu só sei sambar
e miudinho.
obrigada.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
escrava de mim
Por mais livre que eu imagine ser, sou uma eterna escrava de mim,
escrava das minhas frustrações, obrigações, dramas, ilusões.
Eu posso largar a faculdade, o trabalho, a casa... mas eu não consigo
me largar. É difícil se despedir da gente, mesmo que eu queira muito mudar de mim, eu não consigo.
É uma briga feia, daquelas que até o vizinho sai na janela pra assistir.
Na sala, ou na China
no quarto, ou no Marrocos,
eu sempre vou estar comigo,
é triste.
Não gosto de mim.
Queria ser uma viciada em tele-novela, em programas bobos de domingo, em músicas fúteis, recheadas de vazio. Pelos menos quem gosta disso parece muito feliz.
Queria não saber. Não saber de nada. Me livrar de Kafka, de Chico Buarque,
Eduardo Galeano, de todas as edições especiais.
De Hitchcock, Bergman, Kubrick, Godard, Fellini, Tarantino, Lars von Trier...
Me lilvrar de tudo que provoca a alma, que instiga, que perturba, que desassossega.
de toda essa cor, 'Almodovariana'
de toda essa Frida Kahlo que me habita
de todo surrealismo.
eu podia me dedicar ao bordado, academia, leitura de revistas de fofoca, revistas de ensinam a perder peso comendo, jogos e aplicativos inúteis do facebook.
por que diabos eu escolhi me dedicar ao drama? Doutor?
Sigo então assim, sendo uma eterna escrava de mim.
escrava das minhas frustrações, obrigações, dramas, ilusões.
Eu posso largar a faculdade, o trabalho, a casa... mas eu não consigo
me largar. É difícil se despedir da gente, mesmo que eu queira muito mudar de mim, eu não consigo.
É uma briga feia, daquelas que até o vizinho sai na janela pra assistir.
Na sala, ou na China
no quarto, ou no Marrocos,
eu sempre vou estar comigo,
é triste.
Não gosto de mim.
Queria ser uma viciada em tele-novela, em programas bobos de domingo, em músicas fúteis, recheadas de vazio. Pelos menos quem gosta disso parece muito feliz.
Queria não saber. Não saber de nada. Me livrar de Kafka, de Chico Buarque,
Eduardo Galeano, de todas as edições especiais.
De Hitchcock, Bergman, Kubrick, Godard, Fellini, Tarantino, Lars von Trier...
Me lilvrar de tudo que provoca a alma, que instiga, que perturba, que desassossega.
de toda essa cor, 'Almodovariana'
de toda essa Frida Kahlo que me habita
de todo surrealismo.
eu podia me dedicar ao bordado, academia, leitura de revistas de fofoca, revistas de ensinam a perder peso comendo, jogos e aplicativos inúteis do facebook.
por que diabos eu escolhi me dedicar ao drama? Doutor?
Sigo então assim, sendo uma eterna escrava de mim.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
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