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sábado, 2 de julho de 2011

eu sofri

TANTO com a queda do acento agudo dos ditongos abertos (éi, ói, éu) em palavras paroxítonas =(

geleia, centopeia, colmeia, ideia, espermatozoide, geoide, heroico, paranoia, prosopopeia, proteico, SEM ACENTO é triste.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que será que será

que dá dentro da gente e que não devia?????

 EU NÃO SEI CHICO, PÁRA DE ME PERGUNTAR.
como diz meu amigo Sérgio!


Sabe aquele dia onde até os 5 patinhos foram passear e você ficou em casa? Então, eu sei. Daí você fica pensando em 50 milhões e meio de coisas que não existem, fica viajando, criando, refletindo sobre as coisas lá fora e tentando ver as coisas que acontecem dentro, né?

Chego sempre a mesma conclusão, de que gente é bicho estranho... consegue o dedo, não quer mais, quer a mão.

Neruda tem "O livro das perguntas", Fernando Pessoa o "Livro do desassossego", Galeano "Dias e noites de amor e guerra"... acho graça. Não tem livro das respostas, do sossego, da paz... e mesmo que tivesse, eu não compraria.
Viver é se perguntar, é conflito, é incerteza, agonia, dúvida, inquietação.
Constância é chato, deprime.
O problemas das pessoas, é que elas tem uma mania impertinente, de querer achar sentido em tudo. Como dizia Quintana: QUEM FAZ SENTIDO É SOLDADO!
Coisas certas, previsíveis, seguir o mapa, andar na trilha e nos trilhos não são pra mim.
Só sei uma coisa sobre andar no trilho: O TREM PEGA.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

preciso precisar menos

não aguento mais o café de máquina
não aguento mais a máquina
não aguento mais correr pra pegar ônibus
correr para os lugares que eu não quero ir
comida artificial
sentimento artificial
pessoa artificial
cansei das pessoas
cansei do virtual
do superficial
do falso
quero mais toques
quero mais calor
quero abraços de manhã
quero beijo de boa noite
quero colo
quero querer
quero cheiro de café passado
quero pés descalços no tapete
grama
verde
quero ficar de pijama até meio dia
depois descer da nuvem e almoçar com meus amigos
quero um dia com 40 horas
ou que o relógio tiquetaque mais devagar
pra dar tempo de ter mais tempo
pra dar tempo de não fazer nada
quero mais laços
quero menos nós
mais poesia
menos classificados
quero evaporar

a dúvida é minha única certeza
viver me confunde

acho que eu preciso precisar menos
preciso precisar menos
precisar menos
bem menos
bem

só quero minha Pasárgada
só

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que será que será?



É muita coisa estranha acontecendo;
É muita pergunta para pouca resposta;
Sei lá, acho que eu caí de algum disco voador, não sou daqui;
Não sei o que eu quero;
Sei o que eu não quero;
Não sei o que eu sinto;
não tem nome meus sentimentos;
Mas eu sinto, e dói, e consome.
É açúcar demais,
É café de menos.
A única coisa que está crescendo aqui,
é a pilha de roupas sujas.
A única coisa que me dá força,
É o Nescau 2.0.
As pessoas me decepcionam;
eu decepciono as pessoas;
no final das contas, estamos todos quites.
Olho e não vejo;
Ouço e não escuto;
Penso e não falo;
Prefiro assim.
Eu gosto do silêncio;
Eu gosto de ficar sozinha;
mas quando isso é uma opção.
Não importa mais o caminho,
eu sempre chego até a metade e volto.

e agora José? 
_________________________________

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Guia do Carnaval

por Luis Fernando Veríssimo

O turista que chega para assistir ao nosso Carnaval pode ter alguma dificuldade em entender o que está vendo e ouvindo nas ruas, nos bailes, nas transmissões de TV etc. e perderá muito do significado da nossa maior festa popular. Por isso estou republicando este pequeno guia para sua orientação e um glossário com as principais palavras e frases que ele ouvirá durante sua estada.



Para começar, o que é “Carnaval”?Bem, o Carnaval (pronuncia-se car-nah-val) já existia na Europa quando o Brasil foi descoberto, só que com roupa. Ele veio nas caravelas portuguesas junto com o nosso descobridor, Pedro Alvares Cabral (pay-dro al-va-rays ca-brawl), e aqui incorporou elementos nativos como bateria, baianas, bicheiros, cambistas e, claro, a principal contribuição do Novo Mundo ao rito milenar, a miçanga (miss-ang-ah). No calendário cristão, como se sabe, o Carnaval é a festa do “adeus à carne” que precede a Quaresma. No Brasil é a mesma coisa, só que a gente dá adeus à carne, dá adeus, mas ela não vai embora.

Quanto dura o Carnaval?O Carnaval é um tríodo de quatro dias: Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça. Tem uma vez por ano, menos na Bahia, onde o atual Carnaval é o de 1948, que ainda não terminou.

O que são “escolas de samba”?As escolas de samba (“samba schools”) são escolas públicas que, com a falta de apoio dado à educação no Brasil, foram obrigadas a buscar outras fontes de renda e hoje vivem de vender fantasias para turistas e depois desfilar para o turista não pensar que foi logrado.

Eu posso desfilar numa “escola de samba” sem saber sambar?Sim, mas aí terá que ser Madrinha da Bateria. Não, Nigel, você não.

Como se chega ao Teatro Municipal?Estudando, estudando muito.

Não, quero dizer para o baile.Não existe mais baile do Municipal. Nem a revista Cruzeiro, nem o Evandro Castro Lima, nem lança-perfume Rodo e, olha, eu mesmo já estou desaparecendo de um lado.


Eis algumas expressões que você, turista, ouvirá durante os folguedos (fowl-gay-dos):

Oba (oh-bah) – Palavra de origem nativa. Ouvida pela primeira vez quando os tupinambás viram seu primeiro europeu, que em seguida comeram. Desde então ficou como manifestação prazerosa da expectativa de comer alguém ou alguma coisa, mesmo hipoteticamente (he-po-tay-etc.).

Epa (eh-pah) – O oposto de “oba”. Usada por quem ouve um “oba” e se apressa a esclarecer que não pode ser com ele.

Evoé! – “Oba!” em Juiz de Fora.

Ai! - Expressão de dor. Como “ouch” em inglês, “ai-o” em italiano, “merde” em francês e “grossenwienerzschzipel” em alemão.

Ui! – Expressão dúbia (doo-bia). Tanto pode ser de dor como de alguém cuja espinha dorsal está sendo riscada sugestivamente com um picolé. De qualquer maneira, mantenha-se a distância.

É um assalto! – Significa que você está sendo assaltado, por um meliante (may-lee-anti) ou por um político. Dá para distinguir o político porque, antes, ele pede o seu voto.

Polícia! – Termo de retórica, com pouca utilidade real.

E aqui está um pequeno dicionário com frases práticas que poderão ser úteis ao turista no Carnaval, caso ele se perca do guia:
Where is the american (ou italian, ou french etc.) consulate? – Estou apertado. Deve ter sido o angu. Onde tem um toalete por aqui?

How much? – Quanto?

WHAT?! – Tá doido!

No, I do not want to hold your ganzá – Manera, pô.

Do you take dollars? – Quer casar comigo?

Vous êtes très jolie – Quanto?

Voglio conoscere il vero Brasile – Bota uma pinga aí

Help! – Ziriguidum (zee-ree-gui-doom)!