Compartilhando um cd LINDO DE VIVER. Um toque de verão no inverno, adorável.
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Dançando no Escuro
Sem dúvida é o filme mais desconcertante que eu vi. TEM QUE TER MUITO CORAÇÃO PRA VER, viu.
A cantora Björk está impressionante como Selma, uma imigrante que trabalha numa fábrica no interior dos Estados Unidos. Vítima de uma doença hereditária, ela está perdendo a visão e, para evitar que o filho tenha o mesmo destino, economiza todo o seu dinheiro para operá-lo. Apaixonada pelos musicais de Hollywood, Selma mistura realidade e fantasia. Porém, a sua vida muda radicalmente quando é acusada injustamente de um crime. Além da excelente trilha sonora de Björk, Dançando no Escuro tem as participações da grande Catherine Deneuve e do lendário Joel Grey.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Reflexões de um Liquidificador
"Antes eu devia ser feliz, porque eu nem lembro como era, os motores não tem memória, nem precisam. Ser motor, ou melhor, não ser gente, já é uma forma de ser feliz. Os liquidificadores nascem nas fábricas e morrem no ferro velho, é uma história simples, uma trajetória em linha reta. Servimos enquanto estamos bons, somos trocados quando a máquina estraga. Já os homens não, pelo que eu pude observar deles até hoje, não sabem de onde vêem, pra onde vão, por que nascem, por que morrem, pra que vivem. Essa vida cheia de dúvidas, eles chamam de vida consciente. "
"Mas apesar de tudo isso, seu eu pudesse escolher, se eu pudesse voltar a ser um simples utensílio da cozinha, insensível e mudo, eu não sei se eu voltaria... NÃO, não voltaria, pensar é um vício, sentir é uma cachaça, e toda essa espera angustiante, toda essa intriga de paixão e medo, tudo isso me fascina, a sorte que me espera é um mistério, uma ameaça, mas até lá, enquanto a noite avança, deixa eu botar meus parafusos pra cantar...."
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Graveola e o Lixo Polifônico
Graveola e o lixo polifônico é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical do grupo. Das aproximações insólitas, o choque. Reagem os nomes: estética do plágio, pós-tropicalismo, culinária sonora, barroco-beat. Para além dos inúmeros rótulos auto-intitulados, mais importa a fertilidade plástica das imagens da lixofonia, o infindável e redobrável slogan que lhes constitui a lírica. Dos sotaques refinados ao kitsch, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora, mistura o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis. “Eis o liquidificador, o totem”
Ou...
Graveola e o lixo polifônico é um bom exemplo da mistura refinada que constitui a música brasileira. Irreverentes e atrevidos, múltiplos e desajeitados, seu trabalho é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical onde descontrole e acaso vêm à tona e gritam por espaço. É a estética do plágio, o humor levado a sério. Reciclar o lixo, misturar o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis.
Do sotaque refinado do samba e da MPB ao amaldiçoado kitsch do axé e do sertanejo, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora. Do lirismo ao escracho, os sentidos multiplicados, ou a total falta de sentido. Pianolas e apitos de brinquedo, utensílios domésticos: a idéia é deglutir e incorporar a tudo e a todos sem distinções. Implosão de rótulos, aproximações insólitas, absorções irresponsáveis: é a fertilidade do lixo “em que se plantando, tudo dá”.
Ou...
Graveola e o lixo polifônico é um bom exemplo da mistura refinada que constitui a música brasileira. Irreverentes e atrevidos, múltiplos e desajeitados, seu trabalho é uma oficina de experimentação, uma caixa de possibilidades poético-sonoras. São improvisadores capengas, falsários poliformes: tudo é referência na colagem musical onde descontrole e acaso vêm à tona e gritam por espaço. É a estética do plágio, o humor levado a sério. Reciclar o lixo, misturar o fino e o grosso a ponto de torná-los indistinguíveis.
Do sotaque refinado do samba e da MPB ao amaldiçoado kitsch do axé e do sertanejo, o lixo polifônico sequestra a legibilidade vomitada do pop e incorpora tudo ou qualquer coisa como ferramenta sonora. Do lirismo ao escracho, os sentidos multiplicados, ou a total falta de sentido. Pianolas e apitos de brinquedo, utensílios domésticos: a idéia é deglutir e incorporar a tudo e a todos sem distinções. Implosão de rótulos, aproximações insólitas, absorções irresponsáveis: é a fertilidade do lixo “em que se plantando, tudo dá”.
Trilha sonora do mês :) que por sinal é do meu aniversário.
minha graça, não desfaça
seja tudo, tudo e nada
pense, invente, o que quiser será
mundo cão
mundos são
papéis desencadernados
sonho que veio virar poesia
seja tudo, tudo e nada
pense, invente, o que quiser será
mundo cão
mundos são
papéis desencadernados
sonho que veio virar poesia
amanheceu e a manhã será como ontem, ante o ontem, outros dias iguais
e se o longe existir eu sou maior do que a distância pode ser nesse lugar
e se o longe existir eu sou maior do que a distância pode ser nesse lugar
mais vivo que um azul de amanhecer
eu quis ver
você chegar e me trazer o sol
pois de que vale o sol sem ter lugar?
e o meu lugar é o sol que você traz
eu quis ver
o sol chegar e me trazer você
você chegar e ser o que eu nem sei
dizer em dois o que eu não sou num só
você chegar e me trazer o sol
pois de que vale o sol sem ter lugar?
e o meu lugar é o sol que você traz
eu quis ver
o sol chegar e me trazer você
você chegar e ser o que eu nem sei
dizer em dois o que eu não sou num só
antes o meu mundo era menor
depois de ensolarado cheguei a pensar num desvio de tom
depois de ensolarado cheguei a pensar num desvio de tom
(tantos caminhos possíveis depois que o sol já se foi)
escutem meus caros, escutem!
sábado, 9 de julho de 2011
Ma vie en rose
Laranja, amarelo, vermelho e rosa, muito rosa, de vários matizes. Mais escuros, mais claros, mas inconfundíveis na sua graça, leveza e sinal de feminilidade e doçura. Essas são as cores que se destacam em Minha Vida em Cor-de-Rosa (Ma vie en Rose, 1997) O filme dirigido por Alain Berliner conta brevemente a história de Ludovic, um menino de sete anos que tem certeza de ter nascido no corpo errado. Ele sabe que gosta de brinquedos diferentes, roupas diferentes, e brincadeiras diferentes. Ludo age, pensa, sente e sofre como um menina. O conflito entre o que Ludo deseja e o que seus pais acham melhor para ele resplandece durante todo o filme. Logo no começo percebe-se a tônica do filme: o carinho a compreensão entre pais e filhos numa sociedade que não aceita o que não é padronizado, controlado e modelado. Ludo brinca e se diverte com a mãe e avó numa troca de carícias e afeto que chega a ser melosa, mas que nos traz lembranças de uma infância em que carinho não era tabu nem desculpa. A fotografia do filme prima por cores quentes, como quente é a relação de amor e ódio que a mãe tece com o filho “bom em disfarces”, como cita o pai na festa de recepção do bairro à nova família padrão.
A mãe de Ludovic é a mãe padrão: preocupa-se com tudo em com todos, generaliza sua atenção e acaba não percebendo pequenos detalhes da vida cotidiana. Sua compreensão das vivências (trans? homo? bi?) sexuais do filho tem com limiar a visão que os vizinhos tem da família e do pequeno Ludo. Inicialmente todos encaram como uma brincadeira, que há de passar; mas o tempo passa, e a única mudança que ocorre é que Ludo encontra uma explicação científica para o que sente com sua irmã mais velha. Não há conversas de pai-filho, mãe-filho, não se discute o que Ludo sente. Há apenas uma pressão social para que ele se encaixe num corpo-modelo-arquétipo que não compreende, e que fica mais forte ainda quando a sua mãe lhe encontra “casando” com seu “noivo” no quarto da filha morta da família vizinha (vale ressaltar que Ludo e o menino da casa ao lado desenvolveram uma relação de amizade-amor muito forte, mas de uma pureza tocante), e com um vestido dela. “Você é homem, jamais será uma menina!” gritam todos na casa revoltada pela travessura inocente de quem não compreende sua identidade. “Pois, meu caro Sr. Sérgio, o amigo há de ter a bondade de ir ao cabeleireiro deitar fora estes cachinhos...”
A frase do Ateneu, de Raul Pompéia, resume a cena que mais toca no filme: Ludovic tem seus cabelos cortados, dissipando-se assim qualquer intenção dele de ser menina, ou melhor, de ser ele mesmo. Junto com suas mechas vão seus sonhos, suas vivências, mas um novo tempo começa.
Ludo era homo(bi)(trans)sexual? não se pode definir, até porque esse não parece ser o mote principal do filme. As crianças tem relações muito diversas em relação aos companheiros de brincadeiras, e em certas fases da infância, a prioridade é o próprio sexo. Isso não pode ser encarado como homossexualidade, mas como um processo necessário à compreensão do seu papel como ser humano. O que marca no filme é a necessidade de priorizar o diálogo com a infância, não apenas ouví-las, mas elevar a nossos sentimentos na ponta dos pés, para não machucá-las.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Amor Líquido
Amor e morte, cada um deles nasce, ou renasce, no próprio momento em que surge, sempre a partir do nada, da escuridão do não-ser sem passado nem futuro; começa sempre do começo, desnudando o carater supérfluo das tramas passadas e a futilidade dos enredos futuros…
.
… não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas nos estímulo a participar da gênese dessas coisas. O amor é afim à transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.
.
Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual grande incógnita da equação do outro. É isso que faz o amo parece um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas , em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade do ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida… sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeira”, afirma Erich Fromm – apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que em “uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar sera sempre, necessariamente, uma rara conquista”
.
E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resulstados que não exigem esforço prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta ( falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “esperiência amorossa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço.
.
Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e não-mapeada. E é a esse território que o amor conduz ao se instalar entre dois ou mais seres humanos.
.
Retirado do livro Amor Líquido de Zygmunt Bauman
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… não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas nos estímulo a participar da gênese dessas coisas. O amor é afim à transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.
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Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual grande incógnita da equação do outro. É isso que faz o amo parece um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas , em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade do ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida… sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeira”, afirma Erich Fromm – apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que em “uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar sera sempre, necessariamente, uma rara conquista”
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E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resulstados que não exigem esforço prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta ( falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “esperiência amorossa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço.
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Sem humildade e coragem não há amor. Essas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e não-mapeada. E é a esse território que o amor conduz ao se instalar entre dois ou mais seres humanos.
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Retirado do livro Amor Líquido de Zygmunt Bauman
sábado, 28 de maio de 2011
Les Eaux de Mars
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est un éclat de verre, c'est la vie, le soleil
C'est la mort, le sommeil, c'est un piège entrouvert
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est un éclat de verre, c'est la vie, le soleil
C'est la mort, le sommeil, c'est un piège entrouvert
Un arbre millénaire, un nœud dans le bois
C'est un chien qui aboie, c'est un oiseau dans l'air
C'est un tronc qui pourrit, c'est la neige qui fond
Le mystère profond, la promesse de vie
C'est un chien qui aboie, c'est un oiseau dans l'air
C'est un tronc qui pourrit, c'est la neige qui fond
Le mystère profond, la promesse de vie
C'est le souffle du vent au sommet des collines
C'est une vieille ruine, le vide, le néant
C'est la pie qui jacasse, c'est l'averse qui verse
Des torrents d'allégresse, ce sont les eaux de Mars
C'est une vieille ruine, le vide, le néant
C'est la pie qui jacasse, c'est l'averse qui verse
Des torrents d'allégresse, ce sont les eaux de Mars
C'est le pied qui avance à pas sûr, à pas lent
C'est la main qui se tend, c'est la pierre qu'on lance
C'est un trou dans la terre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est un oiseau dans l'air, un oiseau qui se pose
Le jardin qu'on arrose, une source d'eau claire
Une écharde, un clou, c'est la fièvre qui monte
C'est un compte à bon compte, c'est un peu rien du tout
Le jardin qu'on arrose, une source d'eau claire
Une écharde, un clou, c'est la fièvre qui monte
C'est un compte à bon compte, c'est un peu rien du tout
Un poisson, un geste, c'est comme du vif argent
C'est tout ce qu'on attend, c'est tout ce qui nous reste
C'est du bois, c'est un jour le bout du quai
Un alcool trafiqué, le chemin le plus court
C'est tout ce qu'on attend, c'est tout ce qui nous reste
C'est du bois, c'est un jour le bout du quai
Un alcool trafiqué, le chemin le plus court
C'est le cri d'un hibou, un corps ensommeillé
La voiture rouillée, c'est la boue, c'est la boue
Un pas, un pont, un crapaud qui croasse
C'est un chaland qui passe, c'est un bel horizon
La voiture rouillée, c'est la boue, c'est la boue
Un pas, un pont, un crapaud qui croasse
C'est un chaland qui passe, c'est un bel horizon
C'est la saison des pluies, c'est la fonte des glaces
Ce sont les eaux de Mars, la promesse de vie
Ce sont les eaux de Mars, la promesse de vie
Une pierre, un bâton, c'est Joseph et c'est Jacques
Un serpent qui attaque, une entaille au talon
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
Un serpent qui attaque, une entaille au talon
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est l'hiver qui s'efface, la fin d'une saison
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
Ce sont les eaux de Mars dans ton cœur tout au fond
Un pas, une pierre, un chemin qui chemine
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
Un reste de racine, c'est un peu solitaire
C'est l'hiver qui s'efface, la fin d'une saison
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
C'est la neige qui fond, ce sont les eaux de Mars
La promesse de vie, le mystère profond
Ce sont les eaux de Mars dans ton cœur tout au fond
é a coisa mais linda da face do PLA-NE-TA
domingo, 22 de maio de 2011
Documentário: QUE PORRA É ESSA?!
Através de depoimentos de estudantes de todo o Brasil, presentes no 47º congresso da UNE, o vídeo mostra a lastimável situação do movimento estudantil brasileiro.
Assista aqui:
Este documentário retrata muito bem como funciona o sistema de eleições congressuais que garante que a UJS permaneça majoritária na UNE. É bastante interessante, e vale a pena a paciência dos 9 minutos de cada parte.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Chacal, e a poesia marginal
"A palavra 'lúdico' é a chave para a poesia de Chacal". (Leminski)
Reclame
se o mundo não vai bem
a seus olhos, use lentes
... ou transforme o mundo.
ótica olho vivo
agradece a preferência
20 anos recolhidos
chegou a hora de amar desesperadamente
apaixonadamente
descontroladamente
chegou a hora de mudar o estilo
de mudar o vestido
chegou atrasada como um trem atrasado
mas que chega
---
Rápido e Rasteiro
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.
---
É proibido pisar na grama
o jeito é deitar e rolar
---
O outro
só quero
o que não
o que nunca
o inviável
o impossível
não quero
o que já
o que foi
o vencido
o plausível
só quero
o que ainda
o que atiça
o impraticável
o incrível
não quero
o que sim
o que sempre
o sabido
o cabível
eu quero
o outro
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Banda Gentileza
amo
adoro
36386 vezes elevadas ao infinito
mais duzentas e dez vezes
Sério, seríssimo pessoas. Ouçam Banda Gentileza.
acesse o site: bandagentileza.com.br.
Lá dá para baixar, ouvir, ou comprar o CD. Bem digno. Além de acompanhar a agenda da banda, e se no caso você for de Joinville, dá para ficar torcendo toda semana para eles virem pra cá. *--------------------*
(muito minha cara essa música, não que eu contrarie tudo U_U magiiina)
<3
<3
A Banda mais bonita da cidade
bem linda mesmo, uhum.
Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
<3
terça-feira, 17 de maio de 2011
Nem Deus, Nem Patrão, Nem Marido
A história de 4 operárias que lançaram um jornal anarcofeminista. Esta é a base do filme “Nem Deus, Nem Patrão, Nem Marido”, de Laura Mañá, que estreiou na Argentina em 24 de junho de 2010.
Sinopse
Quando a polícia rosarina ameaça de morte Virgínia Bolten como represália a seu discurso anarquista, esta se emigra para Buenos Aires. Uma vez ali, busca refúgio na casa de Rogelio, um homem de espírito generoso e solidário que foi amigo de seu pai. Virgínia logo estabelece com Matilde, uma mulher também anarquista que leva a cabo sua militância em uma fábrica de fiação, propriedade de Genaro Volpone.
Este encontro se produz quando na fiação estoura um conflito pela demissão de uma das operárias. É nessa ocasião, a presença de Virgínia é decisiva para levar adiante o protesto. Ainda que as medidas de força não alcancem seus objetivos, como conseqüência da mesma se constitui um grupo que, junto a Virgínia, tentará tornar realidade um velho projeto desta: a edição de um periódico anarquista em que a voz da mulher ressoe com uma firmeza e contundência inédita para a época.
Depois de se salvar de vários revés, o periódico La Voz de la Mujer ganha as ruas, convertendo-se no primeiro na América Latina que englobou as idéias comunistas-anarquistas e feministas.
A fortaleza da personalidade de Bolten transcendeu os limites da cidade: ela encabeçou a primeira comemoração e marcha pelo 1º de Maio, em 1890.
Ficha artística
Maria Alche, Alejandra Darin, Ulises Dumont, Daniel Fanego, Ana Fernandez, Agatha Fresco, Joaquin Furriel, Esther Goris, Jorge Marrale, Laura Novoa, Eugenia Tobal.
Ficha técnica
Dirigida por Laura Maña; Roteiro: Graciela Maglie e Esther Goris; Diretor de produção: Facundo Ramilo; Fotografia: Oscar Perez; Som: Jorge Stavropulos; Música original: Mauro Lázzaro; Edição: Frank Gutiérrez; Vestuário: Graciela Gaján; Produtor executivo: Alejandra Brandan (Arg), Maria Jose Poblador (Esp); Produção Geral: Fernando Sokolowicz, Maria Jose Poblador, Claudio Corbelli.
Uma produção de San Luis Cine, Cinema Uno e Luna Films em co-produção com FELEI Cooperativa Ltda., Fundación C&M e Aleph Media com apoio de INCAA, ICAA e Generalitat de Catalunha. Distribuição: Primer Plano Film Group S.A.
A respeito de Virginia Bolten
Era filha de um vendedor ambulante alemão. Trabalhou em uma fábrica de sapatos e logo na empresa açucareira Refinaria Argentina de Rosário. Casou-se com um anarquista uruguaio de sobrenome Márquez, ativista no grêmio de sapateiros.
Em 1° de Maio de 1890, encabeçou a primeira manifestação pelo 1° de Maio em comemoração aos Mártires de Chicago, levantando uma bandeira negra em letras vermelhas com os escritos: “1° de Maio, Fraternidade Universal”. Logo depois de pronunciar um discurso revolucionário e difundir propaganda anarquista aos trabalhadores em frente da Refinaria Argentina, é detida sob a acusação de atentar contra a ordem social. Foi a primeira mulher oradora em uma concentração operária.
Durante 1896/1897 editou o primeiro periódico anarcofeminista La Voz de la Mujer, cujo lema era “Nem Deus, nem patrão, nem marido”. Neste periódico se divulgam os ideais do comunismo libertários, as injustiças contra os trabalhadores e em especial contra as mulheres. Também colaborou nas páginas do jornal La Protesta.
Participou como oradora em atos anarquistas em cidades como San Nicolás de los Arroyos, Campana, Tandil y Mendoza. Em novembro de 1900 foi presa junto a Teresa Marchisio e outros quatro anarquistas por organizar uma contramarcha em repúdio à procissão católica da Virgen de la Roca, em Rosário. Também organizou a “Casa del Pueblo” junto a outros anarquistas, realizando eventos políticos-culturais, debates, discussões, leitura de poesia e teatro para os operários. Em 20 de outubro de 1901 foi presa por distribuir propaganda anarquista nas portas da Refinaria Argentina durante um conflito em que morreu pela repressão policial o operário Cosme Budislavich. Em 1902 participou de uma manifestação em Montevidéu no 1° de Maio, e como oradora denunciou a Lei de Residência Argentina e a repressão ao movimento operário. Este ano participou também de um ato do Sindicato Portuário no teatro San Martín. Em 1904 voltou a Buenos Aires e formou parte do Comitê de Greve Feminino organizado pela Federação Operária Argentina, mobilizando aos trabalhadores do Mercado de Frutos de Buenos Aires. Essas febris atividades causaram em Virginia Bolten problemas de saúde; seus companheiros do grupo de teatro Germinal iniciaram uma coleta em seu benefício. Em 1905 foi novamente presa e seu companheiro Márquez foi deportado ao Uruguai, aplicando-se a Lei de Residência.
Em 1907, participou na greve de inquilinos como parte do “Centro Feminino Anarquista”, razão pela qual se aplicou a Lei de Residência e foi expulsa para o Uruguai, sendo Montevidéu seu lugar de radicação definitiva. Sua casa se converteu em uma base de operações dos anarquistas deportados da Argentina. No Uruguai se reuniu com sua família, composta por Márquez e seus filhos pequenos. Em 1909 colaborou com o periódico anarcofeminista dirigido por Juana Rouco Buela, La Nueva Senda (1909-1910). Em Montevidéu organizou protestos pela brutal repressão ao 1° de Maio de 1909 em Buenos Aires, onde as forças policiais de Ramón Falcón assassinaram cerca de uma dezena de operários. Também participou da campanha a favor do pedagogo Francisco Ferrer y Guardia, fusilado en Montjuich em 1911. Neste ano trabalhou na Associação Feminina – Emancipación, organizando as mulheres anticlericais, a operadoras telefônicas (em sua maioria mulheres) e ativa contra as sufragistas femininas.
Formou parte do grupo que apoiou o anarco-battlismo junto a Francisco Berri, Adrian Zamboni y Orsini Bertan (anarquistas que apoiavam ao regime do presidente reformista Battle y Ordóñez, que laicizou o estado e a repartição pública, além de nacionalizar empresas de capitais estrangeiros). Durante este processo, o anarquismo perdeu apoio popular e ganhou preponderância o Partido Socialista do Uruguai. Durante 1913 o periódico do partido, chamado El Socialista, atacou fortemente a Bolten e seu grupo, acusando-las de trair ao movimento operário.
Nos últimos anos de sua vida integrou o Centro Internacional de Estudos Sociais, uma associação libertária de Montevidéu durante 1923. Segundo se crê, continuou vivendo no bairro de Manga, em Montevidéu até sua morte, ao redor de 1960.
Virginia Bolten foi apelidada a “Louise Michel rosarina”.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A moda e seu papel social: Classe, gênero e identidade das roupas
Bom, faz um tempinho que eu nao falo de moda, mas é que estava revendo alguns dos meus livros e achei esse aqui, que é muito bom para entender melhor sobre o que é MODA, seus conceitos e seu papel social.
Neste livro a autora traça um histórico das relações que mediaram a criação e as transformações no uso da Moda. Estudando a Moda desde sua origem, demonstra como sua função de indicar status social foi gradativamente alterada, nas sociedades contemporâneas, para a de fator de construção da identidade do indivíduo, mediante sua correspondência com valores que cada pessoa escolhe cultivar. A discussão histórica e sociológica desenvolvida neste livro e´, por isso, de grande interesse para os estudiosos da cultura, que nele encontrarão elementos para compreender os complexos mecânicos que determinam a aprovação e adoção de determinada aparência por membros de um grupo.
Vale a pena conferir!
Neste livro a autora traça um histórico das relações que mediaram a criação e as transformações no uso da Moda. Estudando a Moda desde sua origem, demonstra como sua função de indicar status social foi gradativamente alterada, nas sociedades contemporâneas, para a de fator de construção da identidade do indivíduo, mediante sua correspondência com valores que cada pessoa escolhe cultivar. A discussão histórica e sociológica desenvolvida neste livro e´, por isso, de grande interesse para os estudiosos da cultura, que nele encontrarão elementos para compreender os complexos mecânicos que determinam a aprovação e adoção de determinada aparência por membros de um grupo.
Vale a pena conferir!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Não me canso NUNCA de Galeano
"Dos medos nascem as coragens; e das dúvidas as certezas. Os sonhos anunciam outra realidade possivel, e os delirios, outra razão.
Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.
Nesta fé, fugitiva, eu creio. Para mim, é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mais sagrado, e à louca aventura de viver no mundo. "
De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso:
“A igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos que a indústria da cultura de massas comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. O tempo vai-se esvaziando de história e o espaço já não reconhece a assombrosa diversidade de suas partes. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo. “A televisão (...) não só ensina a confundir qualidade de vida com quantidade de coisas...”
“dez pessoas, os dez mais ricos do planeta, têm uma riqueza equivalente ao valor da produção total de cinqüenta países, e quatrocentos e quarenta e sete milionários somam uma fortuna maior do que ganha anualmente a metade da humanidade”
Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas a sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.
Nesta fé, fugitiva, eu creio. Para mim, é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mais sagrado, e à louca aventura de viver no mundo. "
De Pernas Pro Ar – A Escola do Mundo ao Avesso:
“A igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos que a indústria da cultura de massas comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. O tempo vai-se esvaziando de história e o espaço já não reconhece a assombrosa diversidade de suas partes. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo. “A televisão (...) não só ensina a confundir qualidade de vida com quantidade de coisas...”
“dez pessoas, os dez mais ricos do planeta, têm uma riqueza equivalente ao valor da produção total de cinqüenta países, e quatrocentos e quarenta e sete milionários somam uma fortuna maior do que ganha anualmente a metade da humanidade”
Tá todo mundo liberado para me dar de presente:
sábado, 7 de maio de 2011
Somewhere over the rainbow
Algum lugar além do arco-íris
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez numa canção de ninar
Algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu desejarei sobre uma estrela
Acordar onde as nuvens estejam longe atrás de mim
Onde problemas se derretam como balas de limão
(...)
As cores do arco-íris tão belas no céu
Também estão nos rostos das pessoas passando por ali
Eu vejo amigos se cumprimentando
Dizendo, "como você vai?"
Eles estão realmente dizendo, eu.... eu amo você
Eu ouço bebês chorarem e vejo-os crescerem
Eles aprenderão muito mais
Do que nós sabemos
And I think to myself
What a wonderful world
Bem lá no alto
E os sonhos que você sonhou
Uma vez numa canção de ninar
Algum lugar além do arco-íris
Pássaros azuis voam
E os sonhos que você sonhou
Sonhos realmente se tornam realidade
Algum dia eu desejarei sobre uma estrela
Acordar onde as nuvens estejam longe atrás de mim
Onde problemas se derretam como balas de limão
(...)
As cores do arco-íris tão belas no céu
Também estão nos rostos das pessoas passando por ali
Eu vejo amigos se cumprimentando
Dizendo, "como você vai?"
Eles estão realmente dizendo, eu.... eu amo você
Eu ouço bebês chorarem e vejo-os crescerem
Eles aprenderão muito mais
Do que nós sabemos
And I think to myself
What a wonderful world
Judy Garland - The Wizard Of Oz, 1939
Norah Jones
Israel Kamakawiwo
Luiza Possi
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Inside all of us, is a wild thing
Essa semana eu estava assistindo novamente o filme Where the wild things are (Onde Vivem os Monstros), e eu chorei, me emocionei, terminei de ver e fui correndo ouvir a trilha sonora (como sempre). A trilha sonora é tão linda quanto o filme, e sabe quem é responsável por ela??? Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs, ex-broto do diretor do filme, Spike Jonze, hummmmmmmmm!
A música mais linda é All is love, confiram:
A música mais linda é All is love, confiram:
Ouçam as outras no lindo do Grooveshark: aqui
Onde Vivem os Monstros é uma adaptação do livro homônimo escrito e ilustrado por Maurice Sendak, publicado originalmente em 1963. O livro, que foi transformado em filme por Spike Jonze em 2010, retrata as aventuras de Max, um garoto travesso que é mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Porém, a imaginação de Max está livre para voar, e logo o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max parte para a terra dos Monstros Selvagens, onde as travessuras são lei, e Max é o rei.
A história parece bem bobinha para quem é insensível, mas para quem acha que ainda é uma criança, aprisionada num corpo de adulto, e que queria NUNCA ter crescido, assim como eu, a história é infinitamente linda, triste e encantadora.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Toque dela
Depois de Sou (2008), seu primeiro disco solo, Camelo lança o intenso e amoroso Toque Dela (Zé Pereira/Universal). O álbum marca um período de mudança na vida do Marcelo, meu amigo, uhauahuahuhau.
O que eu achei? Hm....
Achei uma graça.
Achei leve, doce, suave, apaixonante.
Achei que tem cara de sexta feira à noite em casa, com chuva, debaixo do cobertor cheiroso, comendo chocolate, de preferência com... com... sozinha. u.u
O que eu achei? Hm....
Achei uma graça.
Achei leve, doce, suave, apaixonante.
Achei que tem cara de sexta feira à noite em casa, com chuva, debaixo do cobertor cheiroso, comendo chocolate, de preferência com... com... sozinha. u.u
Acostumar
Parece brincadeira
Mas eu sei que a gente faz
Um monte de besteira
Por saber que é bom demais
Mas eu sei que a gente faz
Um monte de besteira
Por saber que é bom demais
Três dias
Se faltar carinho, ninho
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
... Se tiver vontade, chama
Se faltar a paz
...
Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Desaparecer no vento
E acordar num outro instante
Nó na imensidão do tempo
Dor do sentimento faz
Mas, se faltar a paz
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Despedida
Eu não sou daqui também marinheiro
Mas eu venho de longe
E ainda do lado de trás da terra além da missão comprida
Vim só dar despedida
Filho de sol poente
Quando teima em passear
desce de sal nos olhos doente da falta de voltar
download disponível aqui.
...
Se tiver insônia, sonha
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
... Se tiver vontade, chama
Se faltar a paz
...
Se você ficar sozinho
Pega a solidão e dança
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Desaparecer no vento
E acordar num outro instante
Nó na imensidão do tempo
Dor do sentimento faz
Mas, se faltar a paz
Se faltar a paz
Se faltar a paz, Minas Gerais
Despedida
Eu não sou daqui também marinheiro
Mas eu venho de longe
E ainda do lado de trás da terra além da missão comprida
Vim só dar despedida
Filho de sol poente
Quando teima em passear
desce de sal nos olhos doente da falta de voltar
download disponível aqui.
...
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Músicas da semana
Tá 'tocano' nesses dias por aqui:
Deixa o verão
Considere toda hostilidade que há da porta pra lá!
Enquanto eu fujo você inventou
qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
que esse sofá tá bom demais!
Deixa o verão pra mais tarde...
Esquadros
Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Efêmera
Tulipa Ruiz
Hoje é o tempo preu ficar devagarinho
com as coisas que eu gosto e
que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem,
mas eu nunca me esqueço.
com as coisas que eu gosto e
que eu sei que são efêmeras
e que passam perecíveis
e acabam, se despedem,
mas eu nunca me esqueço.
Às vezes
Tulipa Ruiz
Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra "trip", outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim
Nos bailes da vida
Milton Nascimento
Foi nos bailes da vida ou num bar
Em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim
Em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim
Caçador de mim
Milton Nascimento
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim
People Watching
Jack Johnson
I see so many feet going so many ways
People passing by, they got nothing to say
All on our own, just watching and confused
But if nobody told me what to do
I can't stop breaking all the rules
People passing by, they got nothing to say
All on our own, just watching and confused
But if nobody told me what to do
I can't stop breaking all the rules
Sgt Pepper's lonely heart club band
The Beatles
We're Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band,
We hope you will enjoy the show
We hope you will enjoy the show
Evaporar
Little Joy
O rio fica lá, a água é que correu
Chega na maré, ele vira mar
Como se morrer fosse desaguar
Derramar no céu, se purificar
Deixar pra trás sais e minerais
Evaporar
Chega na maré, ele vira mar
Como se morrer fosse desaguar
Derramar no céu, se purificar
Deixar pra trás sais e minerais
Evaporar
Não existe amor em SP
Criolo Doido
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganancia vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fél
A ganancia vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fél
Like a Rolling Stone
Bob Dylan
How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Dancing With Myself
Billy Idol
(versão Nouvelle Vague)
When there's no-one else in sight
In the crowded lonely night
Well I wait so long
For my love vibration
And I'm dancing with myself
In the crowded lonely night
Well I wait so long
For my love vibration
And I'm dancing with myself
Love will, tear us apart
Joy Division
When routine bites hard and ambitions are low
and resentment rides high but emotions won't grow
And we're changing our ways, taking different roads
and resentment rides high but emotions won't grow
And we're changing our ways, taking different roads
I wanna be sedaded
Ramones
Just put me in a wheelchair, get me on a plane
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh
Hurry hurry hurry, before I go insane
I can't control my fingers, I can't control my brain
Oh no oh oh oh oh
Deixa o verão
Los Hermanos
Considere toda hostilidade que há da porta pra lá!
Enquanto eu fujo você inventou
qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
que esse sofá tá bom demais!
Deixa o verão pra mais tarde...
Balada do louco
Ney Matogrosso
Eu juro que é melhor não ser o normal
...
Sim sou muito louco, não vou me curar
Jorge Maravilha
Chico Buarque
(versão Os Bonobos)
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Do que dois pais voando
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Yann Tiersen
Dark Stuff
Caramba, tem mais 3472+324 músicas. Não consigo colocar tudo.
mi mi mi.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
365 cliques
Minha amiga de cabelos vermelhos, olhos azuis e alma multicolorida, parceira da Casa da mae Joana e dona do blogumelo Reino dos cogumelos está com um novo projeto demaaaaais! É o 365cliques.
O que é: (por @regidani)
1 ano
12 meses
53 semanas
365 dias
A Proposta é essa…
12 meses
53 semanas
365 dias
A Proposta é essa…
O desafio de fotografar durante 365 dias, e ter uma “fotografia de portifólio” por dia.
A dificuldade é passar o dia dentro do escritório, e a noite na sala de aula, mas arrumar um tempo pra fazer uma boa foto!
Disciplina, auto controle, paciência… e uma câmera fotografica ;)
Disciplina, auto controle, paciência… e uma câmera fotografica ;)
Confiram!
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sou uma criança, não entendo nada - Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos
Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...
Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...
Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...
Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...
g e n t e, eu adoro esse DVD do Arnaldo Antunes *-* Ao vivo - lá em casa.
:)
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