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domingo, 9 de setembro de 2012

chá de vento sul

...na verdade esse texto não tem nada a ver com chá, esse texto tem a ver com café no bule, fogo, amizade, (r)evolução espiritual, maresia, céu de blues, música, sereno, sorriso fácil e mais uma infinidade de coisas que fazem as pessoas tirarem o coração da geladeira. Coisas que fazem a gente jorrar, espalhar, compartilhar, transbordar, vomitar amor.

Na verdade eu ainda não fiz esse texto, mas daqui uns dias eu encontro em alguma gaveta as palavras certas para descrever tudo isso, e esse "tudo isso", eu gosto de chamar de mistério do planeta.



domingo, 3 de junho de 2012

santa chuva


Vai chover de novo, deu na TV 
Que o povo já se cansou de tanto o céu desabar 
E pede a um santo daqui que reze ajuda de Deus 
Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim 
Vem cá que ta me dando uma vontade de chorar 
Não faz assim, não vá pra lá 
Meu coração vai se entregar à tempestade 
Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu? 
Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez? 
Cadê aquela outra mulher? Você me parecia tão bem
A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar 
Quem foi que te ensinou a rezar? 
Que santo vai brigar por você? 
Que povo aprova o que você fez? 
Devolve aquela minha TV que eu vou de vez 
Não há porque chorar por um amor que já morreu 
Deixa pra lá, eu vou, adeus 





terça-feira, 15 de maio de 2012

Trocando em miúdos

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer

Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel

Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
 
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira,muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

Let me sing

playlist sadomasquista para você, ammigo meu
que anda mais triste que a modelo magrela na passarela

***
E o que resta é tão pouco
Como eu sou pouco contigo
Mas você em mim exagera
E és meu mais novo vacilo



***
Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Just take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out

 
 
***
She looks like the real thing
She tastes like the real thing
My fake plastic love
 
 
 
***
Wild horsesCouldn't drag me away
 
 
 
***
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia o verbo a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

 


***
- Vamos entrar...
- Não tenho tempo!
- O que é que houve?
- O que é que há?
- O que é que houve, meu amor, você cortou os seus cabelos?
- Foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar




***
eu quis te convencer, mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade



***

Sail on silvergirl
Sail on by
Your time has come to shine
All your dreams are on their way
See how they shine
If you need a friend
I'm sailing right behind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind
 
 
 
tem mais um monte de músicas
só que elas estão dormindo agora
 
 
 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dirigir

Sempre me perguntam se eu já sei dirigir.

Mas eu
não sei frear nem a mim.
 que dirá um carro.

não entendo dessa coisa de direção, de volante
não tem disso aqui no meu país.

só entendo de passageiro
de carona na beira da estrada
de bagagem. 

não entendo de
câmbio automático
direção hidráulica
travas elétricas
rebimboca da parafuseta
 assento revestido em bla bla bla

o único acento que eu conheço 
se escreve com C
e vem em cima na palavra CÉU


não entendo de regra de trânsito
mas eu entendo de carnaval
se eu sei dirigir?
ora amigo, eu só sei sambar 
e miudinho.


obrigada.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

escrava de mim

Por mais livre que eu imagine ser, sou uma eterna escrava de mim,
escrava das minhas frustrações, obrigações, dramas, ilusões.
Eu posso largar a faculdade, o trabalho, a casa... mas eu não consigo
me largar. É difícil se despedir da gente, mesmo que eu queira muito mudar de mim, eu não consigo.
É uma briga feia, daquelas que até o vizinho sai na janela pra assistir.

Na sala, ou na China
no quarto, ou no Marrocos,
eu sempre vou estar comigo,
é triste.
Não gosto de mim.

Queria ser uma viciada em tele-novela, em programas bobos de domingo, em músicas fúteis, recheadas de vazio. Pelos menos quem gosta disso parece muito feliz.

Queria não saber. Não saber de nada. Me livrar de Kafka, de Chico Buarque,
Eduardo Galeano, de todas as edições especiais.
De Hitchcock, Bergman, Kubrick, Godard, Fellini, Tarantino, Lars von Trier...

Me lilvrar de tudo que provoca a alma, que instiga, que perturba, que desassossega.

de toda essa cor, 'Almodovariana'
de toda essa Frida Kahlo que me habita
de todo surrealismo.

eu podia me dedicar ao bordado, academia, leitura de revistas de fofoca, revistas de ensinam a perder peso comendo, jogos e aplicativos inúteis do facebook.

por que diabos eu escolhi me dedicar ao drama? Doutor?

Sigo então assim, sendo uma eterna escrava de mim.









quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cotidiano nº 2

Há dias que eu não sei o que me passa
Eu abro o meu Neruda e apago o sol
Misturo poesia com cachaça
E acabo discutindo futebol

Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão

Acordo de manhã, pão sem manteiga
E muito, muito sangue no jornal
Aí a criançada toda chega
E eu chego a achar Herodes natural

Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão

Depois faço a loteca com a patroa
Quem sabe nosso dia vai chegar
E rio porque rico ri à toa
Também não custa nada imaginar

Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão

Aos sábados em casa tomo um porre
E sonho soluções fenomenais

Mas quando o sono vem e a noite morre
O dia conta histórias sempre iguais

Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão

Às vezes quero crer mas não consigo
É tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: escute, amigo
Se foi pra desfazer, por que é que fez?


Vinícius de Moraes


 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

amostra grátis de saudade

Faltam 22 dias para fazer falta
22 dias para fazer, falta

Meu defeito
meu defeito é querer, bem
meu defeito é querer, perto
meu defeito é querer, junto
meu defeito é querer.

Faltam 22 dias
para o fim da calma
para o fim do cafuné no final de semana
para o fim dos almoços de família de domingo
das brigas para ver quem vai lavar a louça

Faltam 22 dias para fazer falta
22 dias para fazer, falta

criança
cachorro
mãe

varal de calcinha
porta guardanapo
toalha de mesa


é muita saudades 
até para um coração vulcânico.

:(
se você ficar sozinho, pega solidão e dança
...
Desaparecer no vento
E acordar num outro instante
Nó na imensidão do tempo
Dor do sentimento faz








quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Poema

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro

Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás....
 
 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

mudar

mudar de cabelo
mudar de namorado
mudar de opinião
mudar de cidade
mudar de músicas
mudar de cor
mudar de caminho
eu gosto
trocar sapato
trocar ideia
trocar figurinha
trocar toque
trocar abraço
trocar de roupa
eu gosto

afável
amável
arável
coável
doável
gozável
ideável
movível
mudável
mutável
potável
solúvel
ilegível
volátil
versátil
táctil
eu gosto








quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Banda mais bonita da cidade

bem linda mesmo, uhum.

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na dispensa
Cabe o meu amor!
Cabe em três vidas inteiras
Cabe em uma penteadeira
Cabe nós dois
Cabe até o meu amor
Não volte pra casa meu amor que aqui é triste
Vá voar com o vento que só lá você existe
Não esqueça que não sei mais nada
Nada de você
Não me espere porque eu não volto logo
Não nade porque eu me afogo
Não voe porque eu caio do ar
Não sei flutuar nas nuvens como você
Você não vai entender
Que eu não sei voar
Eu não sei mais nada
<3


segunda-feira, 16 de maio de 2011

O que será que será

que dá dentro da gente e que não devia?????

 EU NÃO SEI CHICO, PÁRA DE ME PERGUNTAR.
como diz meu amigo Sérgio!


Sabe aquele dia onde até os 5 patinhos foram passear e você ficou em casa? Então, eu sei. Daí você fica pensando em 50 milhões e meio de coisas que não existem, fica viajando, criando, refletindo sobre as coisas lá fora e tentando ver as coisas que acontecem dentro, né?

Chego sempre a mesma conclusão, de que gente é bicho estranho... consegue o dedo, não quer mais, quer a mão.

Neruda tem "O livro das perguntas", Fernando Pessoa o "Livro do desassossego", Galeano "Dias e noites de amor e guerra"... acho graça. Não tem livro das respostas, do sossego, da paz... e mesmo que tivesse, eu não compraria.
Viver é se perguntar, é conflito, é incerteza, agonia, dúvida, inquietação.
Constância é chato, deprime.
O problemas das pessoas, é que elas tem uma mania impertinente, de querer achar sentido em tudo. Como dizia Quintana: QUEM FAZ SENTIDO É SOLDADO!
Coisas certas, previsíveis, seguir o mapa, andar na trilha e nos trilhos não são pra mim.
Só sei uma coisa sobre andar no trilho: O TREM PEGA.