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quinta-feira, 14 de junho de 2012

vida de desempregada



Bem... ando meio... desempregada e com um tempinho livre, graças a DELLLLSSSS! Bom pra pensar em coisas novas, projetos, projetos, projetos, projetos, fazer as coisas que eu amo e desenhar <3
 Então, como meu tempo livre está bem livre, vou até postar as coisas inúteis eu tenho feito da vida :)

ILUSTRAÇÕES (OU QUASE)


esse foi um freela para um amigo querido, que eu não conheço de verdade, mas é querido ^^












Mais inutilidades fofas:

CORUJAS COM ROLINHO DE PAPEL HIGIÊNICO


pouco pixel pra muita foto, sorry


MAIS INUTILIDADES PARA CASA

péssima qualidade da foto, produção

BABAR BABAR BABAR COM A IRMÃ MAIS NOVA <3


fim (mentira), preguiça de falar mais mesmo :)






terça-feira, 17 de maio de 2011

Nem Deus, Nem Patrão, Nem Marido

A história de 4 operárias que lançaram um jornal anarcofeminista. Esta é a base do filme “Nem Deus, Nem Patrão, Nem Marido”, de Laura Mañá, que estreiou na Argentina em 24 de junho de 2010.



Sinopse
Quando a polícia rosarina ameaça de morte Virgínia Bolten como represália a seu discurso anarquista, esta se emigra para Buenos Aires. Uma vez ali, busca refúgio na casa de Rogelio, um homem de espírito generoso e solidário que foi amigo de seu pai. Virgínia logo estabelece com Matilde, uma mulher também anarquista que leva a cabo sua militância em uma fábrica de fiação, propriedade de Genaro Volpone.
Este encontro se produz quando na fiação estoura um conflito pela demissão de uma das operárias. É nessa ocasião, a presença de Virgínia é decisiva para levar adiante o protesto. Ainda que as medidas de força não alcancem seus objetivos, como conseqüência da mesma se constitui um grupo que, junto a Virgínia, tentará tornar realidade um velho projeto desta: a edição de um periódico anarquista em que a voz da mulher ressoe com uma firmeza e contundência inédita para a época.
Depois de se salvar de vários revés, o periódico La Voz de la Mujer ganha as ruas, convertendo-se no primeiro na América Latina que englobou as idéias comunistas-anarquistas e feministas.
A fortaleza da personalidade de Bolten transcendeu os limites da cidade: ela encabeçou a primeira comemoração e marcha pelo 1º de Maio, em 1890.
Ficha artística
Maria Alche, Alejandra Darin, Ulises Dumont, Daniel Fanego, Ana Fernandez, Agatha Fresco, Joaquin Furriel, Esther Goris, Jorge Marrale, Laura Novoa, Eugenia Tobal.
Ficha técnica
Dirigida por Laura Maña; Roteiro: Graciela Maglie e Esther Goris; Diretor de produção: Facundo Ramilo; Fotografia: Oscar Perez; Som: Jorge Stavropulos; Música original: Mauro Lázzaro; Edição: Frank Gutiérrez; Vestuário: Graciela Gaján; Produtor executivo: Alejandra Brandan (Arg), Maria Jose Poblador (Esp); Produção Geral: Fernando Sokolowicz, Maria Jose Poblador, Claudio Corbelli.
Uma produção de San Luis Cine, Cinema Uno e Luna Films em co-produção com FELEI Cooperativa Ltda., Fundación C&M e Aleph Media com apoio de INCAA, ICAA e Generalitat de Catalunha. Distribuição: Primer Plano Film Group S.A.
A respeito de Virginia Bolten
Era filha de um vendedor ambulante alemão. Trabalhou em uma fábrica de sapatos e logo na empresa açucareira Refinaria Argentina de Rosário. Casou-se com um anarquista uruguaio de sobrenome Márquez, ativista no grêmio de sapateiros.
Em 1° de Maio de 1890, encabeçou a primeira manifestação pelo 1° de Maio em comemoração aos Mártires de Chicago, levantando uma bandeira negra em letras vermelhas com os escritos: “1° de Maio, Fraternidade Universal”. Logo depois de pronunciar um discurso revolucionário e difundir propaganda anarquista aos trabalhadores em frente da Refinaria Argentina, é detida sob a acusação de atentar contra a ordem social. Foi a primeira mulher oradora em uma concentração operária.
Durante 1896/1897 editou o primeiro periódico anarcofeminista La Voz de la Mujer, cujo lema era “Nem Deus, nem patrão, nem marido”. Neste periódico se divulgam os ideais do comunismo libertários, as injustiças contra os trabalhadores e em especial contra as mulheres. Também colaborou nas páginas do jornal La Protesta.
Participou como oradora em atos anarquistas em cidades como San Nicolás de los Arroyos, Campana, Tandil y Mendoza. Em novembro de 1900 foi presa junto a Teresa Marchisio e outros quatro anarquistas por organizar uma contramarcha em repúdio à procissão católica da Virgen de la Roca, em Rosário. Também organizou a “Casa del Pueblo” junto a outros anarquistas, realizando eventos políticos-culturais, debates, discussões, leitura de poesia e teatro para os operários. Em 20 de outubro de 1901 foi presa por distribuir propaganda anarquista nas portas da Refinaria Argentina durante um conflito em que morreu pela repressão policial o operário Cosme Budislavich. Em 1902 participou de uma manifestação em Montevidéu no 1° de Maio, e como oradora denunciou a Lei de Residência Argentina e a repressão ao movimento operário. Este ano participou também de um ato do Sindicato Portuário no teatro San Martín. Em 1904 voltou a Buenos Aires e formou parte do Comitê de Greve Feminino organizado pela Federação Operária Argentina, mobilizando aos trabalhadores do Mercado de Frutos de Buenos Aires. Essas febris atividades causaram em Virginia Bolten problemas de saúde; seus companheiros do grupo de teatro Germinal iniciaram uma coleta em seu benefício. Em 1905 foi novamente presa e seu companheiro Márquez foi deportado ao Uruguai, aplicando-se a Lei de Residência.
Em 1907, participou na greve de inquilinos como parte do “Centro Feminino Anarquista”, razão pela qual se aplicou a Lei de Residência e foi expulsa para o Uruguai, sendo Montevidéu seu lugar de radicação definitiva. Sua casa se converteu em uma base de operações dos anarquistas deportados da Argentina. No Uruguai se reuniu com sua família, composta por Márquez e seus filhos pequenos. Em 1909 colaborou com o periódico anarcofeminista dirigido por Juana Rouco Buela, La Nueva Senda (1909-1910). Em Montevidéu organizou protestos pela brutal repressão ao 1° de Maio de 1909 em Buenos Aires, onde as forças policiais de Ramón Falcón assassinaram cerca de uma dezena de operários. Também participou da campanha a favor do pedagogo Francisco Ferrer y Guardia, fusilado en Montjuich em 1911. Neste ano trabalhou na Associação Feminina – Emancipación, organizando as mulheres anticlericais, a operadoras telefônicas (em sua maioria mulheres) e ativa contra as sufragistas femininas.
Formou parte do grupo que apoiou o anarco-battlismo junto a Francisco Berri, Adrian Zamboni y Orsini Bertan (anarquistas que apoiavam ao regime do presidente reformista Battle y Ordóñez, que laicizou o estado e a repartição pública, além de nacionalizar empresas de capitais estrangeiros). Durante este processo, o anarquismo perdeu apoio popular e ganhou preponderância o Partido Socialista do Uruguai. Durante 1913 o periódico do partido, chamado El Socialista, atacou fortemente a Bolten e seu grupo, acusando-las de trair ao movimento operário.
Nos últimos anos de sua vida integrou o Centro Internacional de Estudos Sociais, uma associação libertária de Montevidéu durante 1923. Segundo se crê, continuou vivendo no bairro de Manga, em Montevidéu até sua morte, ao redor de 1960.
Virginia Bolten foi apelidada a “Louise Michel rosarina”.

 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mulheres de Atenas

"Mirem-se no exemplo Daquelas mulheres de Atenas: Vivem pros seus maridos, Orgulho e raça de Atenas" Essa composição de Chico Buarque e Augusto Boal causa polêmica por ser tida como machista por uns e por outros como uma versão irônica, no sentido de que ?Mirem-se? tem significado de se espelhar, encarar, enfim, entendendo-se assim as duas interpretações são válidas, mas quem conhece a fundo a obra do Sr. Buarque de Holanda sabe que dificilmente a letra teria significado machista. Mas antes de qualquer defesa em qualquer um dos âmbitos, vamos entender a composição. A letra de ?Mulheres de Atenas? é caracteristica pela sua escrita medievalesca, tanto pela sonoridade da música quanto pela métrica dos versos e das rimas, nela vemos que Chico se remete a histórias da sociedade ateniense no periodo clássico, onde percebe-se a alusão a poemas épicos como a Odisséia e a Íliada. O que é a mulher grega? É aquela que não tem direitos políticos ou jurídicos, aquela que é completamente subverniente ao seu marido, notamos essas particularidades à medida em que as qualidades masculinas são ressaltadas em detrimento das femininas, o que pode levar a afirmação de uma das interpretações, mas vale ressaltar que da mesma forma que os ?bravos guerreiros de Atenas? são ?orgulho e raça? também são tidos como infiéis (Quando eles se/entopem de vinho/Costumam buscar o carinho/De outras falenas) e violentos (E quando eles/voltam sedentos/Querem arrancar violentos/Carícias plenas/Obscenas) e mesmo as mulheres descritas não são o ideal de mulher, no sentido daquela mulher contemporânea, o que gera uma espécie de antítese para a atualidade. Porém a questão é: esse comportamento realmente é tão antigo assim? Afinal quem dá e quem recebe? Quem perde e quem ganha? Nessas perguntas podemos enxergar a ironia de Chico Buarque, quando ele diz ?Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas? ele usa de ironia, conforme afirmado por ele em entrevista a TV cultura, respondendo à indagação feita pelas feministas, ?Elas não entenderam muito bem. Eu disse: mirem-se no exemplo daquelas mulheres que vocês vão ver o que vai dar. A coisa é exatamente ao contrário?. Negar a existência de mulheres como a dessa composição, é negar um fato, porque, por exemplo, 80% das mulheres não sentem orgasmo?Porque há violência contra a mulher? Porque ainda é tão presente a necessidade de um casamento? Porque muitas das mulheres contemporâneas ainda ?Vivem pros seus maridos? mesmo quando ainda não são casadas, trabalham, estudam, para no fim ser mais uma ?ateniense?, pois essas mesmas mulheres ainda ?não têm gosto ou vontade/Nem defeito nem qualidade/Têm medo apenas?. Compreendendo a ironia de Chico, notamos que a composição não retrata apenas uma cantiga medieval mas um atento para a atualidade, tendo em vista que ainda são tantas nossas ?Mulheres de Atenas?.


texto retirado do CMI Brasil.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aborto, sou a favor SIM.

Como feminista, como mulher, como cidadã eu defendo sim, e defendo MESMO a legalização do aborto, por diversos motivos. Sem dúvida, esse é um tema que gera muita discussão e que divide muitas opiniões. Antes, gostaria de lembrar que, cada um tem direito de acreditar no que quiser, de defender suas crenças e cabe a nós, respeitarmos as opiniões contrárias às nossas também. Achei esse texto muito bom, assim como muitos dos outros textos do blog da Cynthia Semiramis, professora universitária, e que desenvolve pesquisas sobre direitos das mulheres. Vale dar um confere aí!

"Dia 28 de setembro é o Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe. Trata-se de uma data para lembrar que as mulheres ainda são consideradas menos cidadãs que os homens, sofrendo interferência sobre seus corpos e sua saúde.

Prosseguir ou interromper uma gravidez é algo que só diz respeito à mulher. Por mais que o homem contribua na concepção (e crie teorias que o valorizam como procriador), quem suporta toda a gravidez, quem passa pelo processo de parto, quem cria a criança praticamente sozinha e quem é responsável por ela é a mulher. É ela quem sabe o quanto terá de abdicar de sua vida para poder ter e criar a criança. É ela quem tem de decidir se e quando quer ter filhos. Estado, família e amigos dela devem apoiá-la e respeitá-la em sua decisão, permitindo meios dignos tanto para a continuidade quanto para a interrupção da gravidez.
Muitas pessoas não concordam com o direito da mulher abortar porque consideram que isso é uma violência contra o feto. Ao fazer isso, estão invertendo a ordem de prioridades: colocam um não-nascido como tendo prevalência sobre uma pessoa viva, como se a mulher tivesse menos direitos que ele. Temos aí uma hierarquia onde a mulher tem menos direitos, estando relegada à terceira classe: o homem tem prioridade em tudo, estando na primeira classe; o feto (que ainda não nasceu!), na segunda; a mulher, na terceira.
Essa é uma visão recente, como pode ser lido neste artigo sobre Igreja e aborto e neste post sobre o aborto na história. Até meados do século XIX aborto era questão íntima, que dizia respeito somente a gestantes e parteiras. É importante notar que o século XIX foi tanto o século da glorificação da maternidade quanto o início dos movimentos feministas, o que resultou na seguinte situação: à medida que as mulheres passaram a exigir participação na política e aquisição de direitos, o aborto se tornou uma questão de controle das mulheres, recebendo das autoridades punição religiosa (pecado) e jurídica (crime).
Criminalizar o aborto foi uma forma de interferir na vida das mulheres, restringindo o direito ao próprio corpo e retirando delas o poder de decidir sobre a própria vida. Lutamos hoje para que este direito seja restabelecido.
Descriminalizar é necessário. A descriminalização acabará com as clínicas clandestinas de aborto, sem higiene, e responsável por uma larga percentagem de mortalidade materna, especialmente entre mulheres pobres. Acabará com o tráfico de remédios abortivos, inclusive com os remédios falsos vendidos a peso de ouro como se fossem verdadeiros. Acabará com a aberração que é punir criminalmente uma mulher porque ela ousou decidir que não quer ser mãe em determinado momento de sua vida.
É necessário também legalizar o aborto. Isso significa que o Estado deve proporcionar condições para que a interrupção voluntária da gravidez seja um procedimento médico a ser realizado na rede pública de saúde, sem que a mulher sofra julgamentos ou sanções por ter escolhido interromper a gravidez. A mulher que escolhe abortar não deve ser tratada como culpada, nem como inferior ao feto, e muito menos pode ser maltratada por profissionais de saúde. Legalizar o aborto proporcionará atendimento digno para as mulheres, concedendo-lhes direitos plenos sobre o próprio corpo."

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Feminismo, Classe e Anarquismo

Deirdre Hogan - RAG

A igualdade social e econômica da mulher, às vezes, foi vista como algo que gerava conflito com os interesses materiais e conforto dos homens. A igualdade das mulheres exigia profundas mudanças na divisão
do trabalho, tanto no lar e no trabalho, bem como alterações em todo o sistema social da autoridade masculina. Para conseguir a igualdade da mulher, uma reavaliação de auto-identidade também teria de ter lugar em que “os homens de identidade” já não poderiam depender de serem vistos como mais fortes ou mais capazes do que as mulheres.
As mulheres faziam a ligação entre a emancipação política e a pessoal, esperando que o socialismo poderia fazer novas mulheres e novos homens por democratizar todos os aspectos das relações humanas. No entanto, achei muito difícil, por exemplo, convencer os meus próprios companheiros de que a desigualdade

da divisão do trabalho dentro da casa era uma questão política importante. Nas palavras de Hannah Mitchell, ativa socialista e feminista de princípios do início do século 20 na Inglaterra, em sua dupla jornada de trabalho fora e dentro do lar:
“Mesmo os domingo de tempo livre se foram, quando descobri que, grande parte do discurso socialista sobre a liberdade, era só discurso e que estes jovens homens socialistas esperavam jantares de domingo e chás com enorme bolos caseiros, patês de carnes e tortas exatamente como seus companheiros reacionários.”
As mulheres anarquistas na Espanha, na época da revolução social em 1936, tinham queixas semelhantes ao encontrar que a igualdade homem-mulher não se levava bem com as relações pessoais íntimas. Martha Ackelsberg escreve no seu livro Free Women of Spain que, embora a igualdade entre homens e mulheres
fora aprovada oficialmente pelo movimento anarquista espanhol, logo em 1872:
“Praticamente todos os meus informantes lamentaram que não importa quão militante forem nas ruas, mesmo os anarquistas mais comprometidos esperavam ser ’mestres’ em suas casas - uma queixa que ecoou em muitos artigos escritos em jornais do movimento e revistas durante este período.”

Baixe o livro completo aqui.
Super recomendo: Editora Faísca.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sobre o casamento...

Não é que eu esteja puxando saco de Tina Modotti, nem que eu admire seu trabalho (imagina) ¬¬ uahuahua, mas no filme Frida Kahlo, ela dá um (desculpe a palavra) PUTO discurso sobre casamento... 

"Não acredito no casamento. Não mesmo. Preciso deixar isso claro. No mínimo, é um ato político hostil, um modo como homens medíocres mantêm a mulher em casa e fora do caminho à guisa da tradição e  do conservadorismo religioso. No melhor, é só uma bela ilusão: duas pessoas que se amam e que nem imaginam o quanto farão um ao outro infeliz. Mas… quando duas pessoas sabem disso e decidem, de olhos bem abertos, enfrentar um ao outro e se casar mesmo assim, então não acho que seja conservador, nem ilusório. É sim um ato radical, corajoso e muito romântico."

Cena do Filme em que Tina dá o seu PERFEITO discurso!




















PS: Quando eu crescer vou ser igual Tina Modotti. 
Vou sim tá? U.U

Tina Modotti

Assistindo o (diga-se de passagem) belíssimo filme Frida Kahlo de Julie Taymor, redescobri Tina Modotti, fotógrafa italiana, modelo, atriz e ativista política revolucionária. 
Ela foi amiga do casal, Frida e Diego Rivera, há quem diga que os dois foram apresentados por ela, mas enfim... que importa? 
Sua obra como fotógrafa pode der dividida em duas fases: "Romântica" e "Revolucionária". A fase romântica... bem, foi a fase romântica! O que importa é que na sua segunda fase, Tina colocou  sua arte à serviço da política revolucionária, retratou a injustiça social, fotografando trabalhadores, comícios políticos e pessoas pobres.
Como resultado da campanha anti-comunista no México, Modotti foi expulsa do país em fevereiro de 1930. O governo italiano fez esforços para extraditá-la como uma subversiva, mas com a assistência de ativistas da Ajuda Vermelha Internacional, ela conseguiu evadir a polícia fascista. Ela aparentemente intencionava entrar clandestinamente na Itália e juntar-se a resistência anti-fascista. Contudo, como resposta a situação política da Alemanha que se deteriorava e seus próprios recursos esgotando-se, ela seguiu o conselho de Vittorio Vidali (seu grande amigo) e mudou-se para Moscou em 1931. 
Após 1931, Modotti já não fotografava. Durante os próximos anos ela dedicou-se a várias missões em favor da Ajuda Internacional aos Trabalhadores e ao Comintern (Terceira Internacional ou Nacional Comunista) na Europa. Quando a guerra Civil Espanhola eclodiu em 1936, Vidali (então conhecido como "Comandante Carlos") e Modotti deixaram Moscou com destino a Espanha, onde Tina morou até 1939.  Em abril de 1939, seguindo o colapso do movimento republicano na Espanha, Modotti deixou o país com Vidali e retornou ao México usando um nome falso.
Em 1942, Modotti sofreu um ataque cardíaco fulminante, que foi visto por alguns como circunstâncias suspeitas. 
Após ouvir sobre sua morte, Diego Rivera sugeriu que Vidali seria o culpado. Modotti "saberia demais" sobre as atividades de Vidali na Espanha, as quais incluía rumores de mais de 400 execuções. 
Seu túmulo está no vasto panteão de Dolores na Cidade do México. O poeta Pablo Neruda(coincidendemente postei 2  poesias dele essa semana) compôs o epitáfio de Tina Modotti, parte do qual ainda pode ser lida de sua lápide, a qual também inclui um retrato de Modotti em relevo esculpido por Leopoldo Méndez.

Pura sua gentil alma, pura sua frágil vida,
abelhas, sombras, fogo, neve, silêncio e espuma,
combinados com aço e fio e pólen a fazer seu firme
e delicado ser. (Pablo Neruda)
eu amo essa, demais *------*