domingo, 24 de outubro de 2010

despedida...




















Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.


A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.


A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…


Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.


É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.


Martha Medeiros


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

pratique o desapego!

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível , um hábito não é uma necessidade. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.


amor?

"Comprovei que tudo que já foi escrito sobre o amor é verdade. Shakespeare disse: "as buscas terminam com o encontro dos apaixonados". Que idéia maravilhosa!! Pessoalmente, eu nunca passei por nada parecido com isso. MAs estou convencida de que Shakespeare já. Suponho que penso no amor mais do que deveria; me admira o grande poder do amor em alterar e definir as nossas vidas. Shakespeare também disse que o amor é cego. Isso sei que é verdade.
Para alguns, sem explicação, o amor se apaga. Para outros o amor se vai.. ou brota quando menos se espera, mesmo que seja só por uma noite.
No entanto, existe outro tipo de amor. O mais cruel... aquele que quase mata suas vitimas. Chama-se "amor não correspondido". E nesse tipo, sou experiente. A maioria das histórias de amor falam das pessoas que se amam mutuamente. Mas, o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aqueles que se apaixonam sozinhos? Somos vitimas de uma relação unilateral. Somos os amaldiçoados dos amantes, somos os não amados. Os mortos vivos, os deficientes sem estacionamento reservado..."

domingo, 17 de outubro de 2010

Worth 1000

Unindo a arte clássica à estética contemporânea, o site Worth 1000 lançou um concurso interessante, Intitulado Graffiti Ren (abreviatura de “Renascimento”). O consurso convocou o público a grafitar telas de pinturas oriundas de tempos passados, realizando uma releitura de acordo com os padrões artísticos vigentes.
O resultado, uma compilação de mais de quarenta trabalhos, contou com intervenções em pinturas de mestres como o romântico Francesco Hayez (1791 - 1882) e o barroco Bartolomé Estevab Murillo (1618 - 1682). Também foram realizadas alterações em trabalhos de artistas modernos, como Salvador Dali e (1904 - 1989) e M. C. Escher (1898 - 1972).  



http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/arte_classica-contemporanea/







Peter Gibson


Peter Gibson, conhecido também como  Roadsworth, começou a pintar as ruas de Montreal em 2001, motivado pelo desejo de ter mais vias para bicicletas na cidade, e pelo questionamento do “culto ao carro”. Em 2004, Roadsworth foi preso pelas suas atividades noturnas, mas obteve uma sentença menor devido ao apoio do público.
Peter faz questão de dizer que altera os sinais de trânsito de Montreal para dar mais beleza e uma aparência mais light no trânsito pesado da cidade.









Graffiti

Bom, eu não consigo imaginar uma cidade sem graffites, lambe-lambes e outras maneiras de intervenção urbana. Acho que isso tudo faz parte do nosso cotidiano, muda um pouco a nossa rotina, é bom olhar para tudo isso, saber que um artista verdadeiro passou por ali, para deixar seu recado, sua mensagem, para quem quiser ver, sem cobrar nada, por amor! Esses são os verdadeiros artistas, merecem nosso apreço, consideração e respeito. Mudam um pouco esse nosso cenário cinza, trazendo esperança, choque, consciência, reflexão. Aplausos!
A seguir algumas imagens...












E Joinville também tem  viu??? Eu queria colocar meio milhão de fotos, mas não dá! E gostari de citar alguns nomes, mas se eu corro o risco de esquecer alguém... melhor deixar pra lá e apreciar o trampo responsa da galera!
;D









quinta-feira, 14 de outubro de 2010