sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Maglore


Brotinhos :D
Uma nova banda para minha caixinha de música! Deus Salve o twitter por meus ouvidos terem tido a oportunide de conhecer essa banda! Muito boa mesmo!
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Em agosto de 2009, nascia a banda que logo se tornaria um expoente do cenário independente baiano. A banda Maglore propõe a sinestesia musical entre cores e sons, trazendo elementos musicais de vários cantos do mundo.
A banda mescla a espontaneidade da música popular brasileira com a classe do rock britânico, aliados a letras sinceras. O resultado disso é um rock tropical. Um verdadeiro som em cores, com muita energia, que abre espaço para ritmos como o ijexá.

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ouçam
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A Sete Chaves


















Ela é a moça que sonha
O tempo não lhe escorregar
Seus segredos
Não vem a tona
Porque hão de se preservar
Como pode assim um coração
A sete chaves se trancar
Pode esconder a emoção
Com tanta ternura no olhar
É só lembrar pra ver
É, parece que ela tem na ponta dos dedos
O caminho que trilhar
Parece sofrer com a espera de tudo que sonhar
Mas é seu jeito de levar
Qualquer coisa que lhe destoa
É pouca para lhe faltar
Sabe a hora de rir à toa
E também a hora de chorar
Ela pode ter um novo amor
Para em mil pedaços revirar
Peca na incerteza da paixão
Mas num passo sabe contornar
É só lembrar pra ver
É, parece que ela sente as cores do vento
O destino que traçar
Parece temer a força que vem de dentro
Encantar, pra nunca mais deixar
Pra sempre me levar






http://www.myspace.com/maglorebanda

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

vazio (e meio)

eu sou uma cor que ainda não existe
um eletrodoméstico que não foi inventado
um remédio sem bula
(irremediável)
eu sou o passarinho que ainda nao canta
o vento que ainda não sopra
sou um vazio
(e meio )

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

porque Clockwork Orange?




Durante a aula de Estudo da LInguagem Visual, a professora Marina http://marinapzn.tumblr.com/, levantou a questão: Porque o filme Laranja Mecânica tem esse nome????
Invoquei o poderoso oráculo... Google!
O filme tem esse nome então, em decorrência de curiosos aspectos linguístos.
Ao final do livro de Anthony Burguess encontramos um glossário para a gíria “nadsat” falada pelos personagens. Um estudo mostra que a grande maioria das expressões deriva do russo. Por exemplo: Baboochka, do russo Babooshka (avó) ; Devotchka, do russo Devochka (garota). O livro foi escrito no auge da guerra fria e Burguess provavelmente imaginou ou brincou com a possibilidade de que a grande polarização econômica entre EUA e URSS iria gerar no futuro efeitos culturais e lingüísticos na Inglaterra. Outras expressões do glossário “nadsat” são gírias, trocadilhos, novos sentidos para velhas palavras, etc. O título original do livro, “A Clockwork Orange” não significa apenas a tradução literal – Laranja Mecânica. Uma das expressões encontradas no glossário com um novo significado é justamente orange, que além de laranja passa a designar também “homem”. Isto se dá por um trocadilho feito com a semelhança fonética de orange com orangutan (orangotango, primata altamente desenvolvido, e como o gorila e o chimpanzé, “parente” do homem). Ou seja, temos aí “Homem Mecânico”, que é o que Alex se torna após o condicionamento, um ser programado, sem poder de escolha. Outra versão seria de que o termo vem de uma velha expressão “Cockney” que designaria tipos estranhos (havia a expressão tão esquisito quanto uma Laranja Mecânica – “as queer as a clockwork orange”); há certa ironia em dizer que algo orgânico possa ter mecanismos e engrenagens.
     Alex De Large, o nome do personagem principal, além de ser anagrama de Alexandre, o Grande, tem um significado extra: A-lex, do latim sem lei. Ele é um ser guiado por seus instintos e interesses, desprovido de moral ou consciência.






O filme tem uma linguagem visual mega conceitual e excêntrica, serve como referência para muitos designers e profissionais do gênero.
Delta Lab, um dos  primeiros "designer recording studio" do mundo criou salas feitas na tríade preto-branco-e-vermelho e os ambientes inspirados no filme.




A coleção masculina no último dia do SPFW Verão 2011de Alexandre Herchcovitch, teve como um de seus temas o protagonista do filme (Alex DeLarge).
Ah, vai.. essa mesa de centro, desenhada pelo designer de interiores búlgaro Svien Gamolov, também deve ter sido inspirada no filme!





















E por aí vai...bonecos, miniaturas, desenhos etc.
quem nao assistiu ainda, assista! Porque é um clássico!
http://www.youtube.com/watch?v=5n2NXuQ5ako

móveis coloniais de acajú

Banda brasiliense apresentacanções que misturam rock e ska com ritmos brasileiros e do leste europeu.

 
 Do que é ruim eu me esqueço
O bom eu quero mais
Na tristeza eu quero avesso
Agora quero paz
Saiba que todo fim
É um recomeço
(indiferença)

Mas essas tuas chaves já não
Servem mais
Meu quarto e sala já tem um corretor
E se você quiser terá de alugar meu amor
(...)
Vê se vem buscar o que
Restou aqui de lembranças
Pois já é hora de pôr recordações para fora
(aluga-se-vende)


A gente se deu tão bem
Que o tempo sentiu inveja
Ele ficou zangado e decidiu
Que era melhor ser mais veloz e passar rápido pra mim
(o tempo)



Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim
Tudo que eu queria enxergar
Já foi visto por alguém
Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu
Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém
Nada do que eu sou me diz o que sei
Nada do que eu sei de fato é meu
Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar
Sempre que eu tento acabar
Já desisto antes do fim
Sempre que eu tento entender
Nada explica muito bem
Sempre a explicação me diz o que sei:
?Sempre que eu sei, alguém me ensinou?
Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar
Agora reinvento
E refaço a roda, fogo, vento
E retomo o dia, sono, beijo
E repenso o que já li
Redescubro um livro, som, silêncio,
Foguete, beija-flor no céu,
Carrossel, da boca um dente
Estrela cadente
Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém
Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu
(pra manter ou mudar)



http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/banda/
www.myspace.com/moveis

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Florbela Espanca

Florbela Espanca foi uma poeta portuguesa. Precursora do movimento feminista em Portugal. Sua caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito.


Teus olhos têm uma cor
de uma expressão tão divina,
tão misteriosa e triste.
Como foi a minha sina!!!


É uma expressão de saudade
vagando num mar incerto.
Parecem negros de longe...
Parecem azuis de perto...


Mas nem negros nem azuis
são teus olhos meu amor...
Seriam da cor da mágoa,
se a mágoa tivesse cor.


A Vida

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo" Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

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"...Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
Sem nos dar braços para os alcançar?!..."

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"Estou cansada, cada vez mais incompreendida e insatisfeita comigo, com a vida e com os outros. Diz-me, porque não nasci igual aos outros, sem dúvidas, sem desejos de impossível? E é isso que me traz sempre desvairada, incompatível com a vida que toda a gente vive."

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Tão pobres somos que as mesmas palavras nos servem para exprimir a mentira e a verdade

tattoos